Distopia#05 (Reboot)

A listra vermelha levava ao corredor das salas de aula e de trás de uma escadaria algo se moveu tão rapidamente que os cinco tiros seguintes foram tardios demais. O som ecoou pela escola e todos se perguntaram o que era aquilo. O alarme soou, não para a troca de período, aquele alarme servia como aviso de treinamento de incêndio. Os alunos e professores saíram as pressas das salas, formando filas pelos corredores, julgando ser mais um treinamento, mas quando viram a garota armada pelo corredor a confusão se formou. Doris foi obrigada a sair de seu esconderijo e quando sua algoz deu outro disparo no meio da correria dos alunos e professores a replicante levou um garoto ao chão para protegê-lo. A bala pegava de raspão no bíceps da Replicante. Resolvendo contra- atacar Doris saltou em direção a X-9 que teve o braço dobrado para o lado enquanto a replicante descarregava a arma jogando fora apenas o pente de munição. Aproveitou ainda pra jogar a garota dentro de uma sala vazia, batendo com as costas na parede e caindo ao chão. – Isso da fim aos disparos. – X-9 puxou de dentro do casaco outro refil de munição e carregou novamente a pistola, apontando para Doris na porta da sala. – Por sua causa essa munição sera cobrada!! – E disparou mais cinco vezes, a replicante conseguiu evitar os tiros protegendo-se contra a parede. As janelas do corredor despedaçando espalhou cacos pelo corredor. Por sorte a mira da jovem era ruim demais e não atingiu os alunos que ainda evacuavam a escola. – Para o terraço!  – Gritou Doris escondida atrás da parede. – Não vou fugir mais. Mas não atire de novo até chegar ao terraço. Promete? Certo! No terraço! – Tendo resposta a mulher de cabelo rosa subiu as escadarias correndo para chegar ao terraço da escola primeiro. Sem pressa X-9 subia logo depois, a replicante estava a espera como prometido e como um duelo dos filmes de western, elas ficavam a uma certa distância frente a frente. – Será que consegue disparar antes de eu te desarmar? – Perguntou Doris. – Pois tente. Antes, quais são suas últimas palavras? – X-9 devolveu a provocação apontando a arma para ela. – Vou ter bastante tempo pra te interrogar, não se preocupe. Vamos acabar logo com isso! – Terminando a frase Doris saltou par cima de X-9 que apertou o gatilho, entretanto a rapidez da replicante era superior e segurou seu braço, desviando para o lado e os tiros. – Eu disse que não teria tempo! – Falou a loira tentando mais uma vez puxar o cartucho da arma, no entanto X-9 se mostrou esperta desta vez e puxando o braço de volta evitou o desarme. – Desta vez não!tumblr_mt8frbyUtk1rk8qkho1_500Mesmo não permitindo que a inimiga repetisse o ato não pode evitar o soco no peito que a jogou do outro lado do terraço. Arfava desesperada por ar, sentindo o aroma metálico de sangue entre os dentes. Doris avançou de novo, X-9 adquirindo mais experiencia se ergueu a não hesitou em usar toda munição contra a investida do seu alvo. Doris como uma bailarina  prosseguiu avançando em zig zag evitando os projeteis e golpeou com uma brusca joelhada X-9 no estômago que a fez encurvar seu corpo para frente. A visão escureceu, um soco na lateral direita das costelas arrancou um urro de hacker, o segundo murro na parte direita arrancou mais sangue – Da próxima vez, mire na cabeça! – Alertou a oponente da garota segurando o seu pulso e torcendo com força, obrigando-a soltar a arma pela dor. A pistola caiu no piso.  Ainda assim não desistente armou os punhos fechados na altura do rosto sangrando, chamando Doris para a briga. – Vem… – A antagonista avançou novamente, despejando os punhos contra cada face do rosto da hacker, que tentou desviar sem sucesso. O contra ataque foi digno de pena,  X-9 tentou aplicar um soco, que Doris bloqueou com as mãos torcendo o braço  da oponente, aproveitando para jogá-la de rosto contra um exaustor. Ela se ergueu novamente e tentou atacar mais uma vez. – Você é persistente, admiro isso, pena que não é o bastante pra vencer essa briga. – A mulher  de cabelo rosa foi golpeada de surpresa na cabeça com uma peça que se desprendeu do exaustou, a, sabiamente quando se reergueu X-9 soube ocultá-la atrás do corpo, a barra de ferro encontrou s tez da replicante três vezes, abrindo ferimentos, a sequencia seguiu com um ataque da barra na diagonal contra suas pernas. As mesmas cederem e Doris caiu com a face para baixo. De baixo da intensa  chuva que desabava, ponderando ser o suficiente, X-9 prensou o rosto de Doris contra o chão com uma ultima pancada, e de todas a mais forte e violeta, a qual usava toda sua força, em humano ela teria feito uma sopa de miolos, na sua inimiga abriu um poderoso rasgo da testa até o queixo. Por fim cravou a barra no abdômen da outra mulher, o objeto atravessou seu corpo,ouviu-se cravando contra o solo do terraço. – X-9 em passos lentos foi até a arma caída, a juntou e voltou-se para Doris a uma certa distancia, apontando a arma engatilhada. – Na cabeça então? Obrigada pela dica. – A arma estava apontada mirando para a cabeça da outra. Em um ato brutal e insano, o alvo de X-9 envolveu os dedos na barra de ferro e com força puxou de seu corpo a estaca de metal banhada em escarlate dando um urro blood,lips,pale-9f7c1c01333f0d04773dbd1a7854734e_hdescomunal, animalesco, assustador que gelou o sangue e paralisou a inexperiente caçadora, obtendo essa razoável vantagem ela usa a própria barra para  acertar o cano da arma jogando-a para longe da vista, com a mesma rapidez voltou a ficar em pé, reagindo agressivamente, Doris tinha vinte quilos a mais do que X-9 e pelo visto todos nos punhos, os cinco socos seguintes abriam profundos cortes sobre o rosto, a garota reagiria se o mundo parasse de girar um pouco, por  fim segurou seu pescoço e ergueu suspendendo seus pés do chão, nesse instante Duncan abria link com ela. – Cara! Nem sabe, essa gata da Doris é uma replicante especialista em combate corpo a corpo! –  Com os dedos da mesma envolta do pescoço X-9 respondia com dificuldade. – Aerfg…. acho… que você me disse isso… tarde demais… erggh… – Doris fitava os olhos da humana bem de perto, com olhos demoníacos quando Duncan voltou a responder. – Você está encrencada, pegou um contrato que ninguém quer, porque será né? PERAÍ, PORQUE TARDE DEMAIS? –  Ao termino da mensagem de voz, recebeu cabeçada que quebrou o nariz frágil e o mundo escureceu.

 

 

 

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