Distopia – EP.#31 – As regras.

Melanie percebeu que as disputas de gangue eram bem lucrativas, Duncan por mais que apreciasse o poder de derrubar um valentão, já que sempre foi do tipo que sofreu com eles desde a escola, ainda não concordava com a ideia. De volta ao estúdio ela em base do argumento de que estavam ganhando espaço e notoriedade deveriam continuar a disputar território com outras gangues, já Duncan… – Melanie…. Não estou tão convicto assim… – Dizia ele. – Já é a terceira zona que conquistamos fácil fácil, imagine com uma organização melhor! E você não gostou de derrubar o chefão? Eu vi seus olhos mesmo sob os óculos! – Duncan não conseguia esconder a euforia no momento, mesmo agora passado a adrenalina um sorriso de orgulho e vaidade pintava seu rosto. Melanie continuou. – Viu? Nem precisa responder seu sorriso já disse tudo. Imaginem o quanto vamos ter depois de ameaçar as outras gangues? Vão para casa, descansem, eu cuido dessa parte. Enquanto isso o detetive usava as poucas horas que ainda sobraram da noite para averiguar os corpos no necrotério.hologramme_Thousandth-Street_artfx_le-blog-de-cheeky – Hmmm… Cortes de alguma lamina de cozinha… Diria um cutelo. Isso foge do padrão dos terroristas do Canal 23. – Falava o policial ao legista baixinho e gordinho, movendo as mão repetidas vezes o holograma 3D do cadáver que facilitava a possível cena do crime. – A principio quando atacaram a emissora, mesmo não sabendo que a guarda era composta de androides, eles evitaram mortes, porque mudaram o padrão? – Compartilhava a dúvida com o legista mas era quase um monologo. – Continua um enigma para mim… – Concluía. Thousandth-Street-Short-MovieMas eu vou descobrir. – Falava mudando sem parar o ângulo do corpo holográfico, abusando do recurso tridimensional. – Agradeço a atenção, legista, e também me perdoe por alongar seu turno até quase de manhã. – Apertando a mão do detetive com sua luva levemente suja de sangue essa era a única vez que o legista se pronunciava. – Não há de que. E não se preocupe, estou ganhando adicional noturno por isto, hehe. – Na rua a fumaça saindo das fétidas calçadas nublavam um perseguidor, o detetive dobrou uma esquina escurakardesaparecendo por completo como se fosse algo sobrenatural, confiante o perseguidor repetia o percurso.  Ele era surpreendido, o detetive moveu-se de trás de um latão que ardia em fogo na esquina, valendo-se do clarão desta, chutou forte seus calcanhares para o home cair no chão. – Você está me seguindo desde o necrotério. – A medida que indagava apontava a arma para o estranho caído na calçada úmida. – Sou só um mensageiro, esqueça o caso das gangues e volte para sua cidade. – A mando de quem? – Perguntou de novo o detetive. – Do Sindicato, seja sábio e os obedeça. – Respondeu o estranho. – Não conheço nenhum sindicato, dê nomes ou eu… – Forçando o cano da arma contra a boca do estranho perseguidor o mesmo tremia e concordava com a cabeça. – Tá… Eu vou falar! – Antes que falasse o farol de um carro inundou a escuridão, a súbita explosão de luz obrigou-o a usar um braço para proteger os olhos, aproveitando a brecha, o estranho aplicou uma rasteira no policial que foi de encontro a calçada. Quando suas vistas haviam acostumado a claridade percebeu seu parceiro saindo do carro. Apontando sua na direção do estranho que fugia, dando dois tiros um tanto sem empenho o estranho fugia na penumbra da madrugada. – Droga… Ele estava na minha mira. – Irônico o detetive agradecia. – Obrigado!Só tava tentando ajudar… – Explicava. – Ele ia me dizer quem está me ameaçando... – Seu parceiro espantado se aproxima. – Estão te ameaçando? O que ele falou?Não muito, só que devo largar o caso das gangues, a mando do sindicato. – Pondo a mão nos cabelos oleoso o parceiro continuou preocupado. – Olha… Se o Sindicato tá mandando… É melhor obedecer.Porque? Somo a lei e a ordem! – Explodiu em fúria. – Não aqui… Você foi transferido hoje e já se meteu em encrenca. Não seria justo ocultar de você… O Sindicato manda nessas ruas, nessas gangues, é como uma afiliação, a gangue que não estiver afiliada dança. Esses seus “amigos” que detonaram o canal 23 provavelmente não estão associados. Para que se estressar? Logo o próprio Sindicato manda eles para o além – Suspeito o detetive coloca a mão no queixo. – Como sabe que de todas essas informações? – Nervoso o outro policial respondia. – Eu…? só sei o que falam pelo Departamento de Policia… Aham… Sei…  – Continuou o detetive. – E se o Sindicato trata com as gangues porque não devemos nos meter? Se conseguirmos boas provas podemos prendê-los. – Rindo o parceiro caminhava de um lado ao outro. – Pensa… Seu salário vale um tiro na cara? Porque o meu não compensa. O Sindicato vai por cada vagabundo de rua na sua cola! É isso mesmo! Além do mais o Departamento tá falindo… Uma corporação vai privatizar a segurança da cidade, por androides no nosso lugar. É mais seguro. Dizem que uma vida não pode ser substituída, um robô sim. Mas a verdade é que um andro é mais barato do que um policial. É dose né? – Concordava com a cabeça, mas inquieto ele não sossegava. – Você disse que o Departamento está falindo… Como ele ainda se mantém?O Sindicato controla a policia também, em troca de grana a gente faz vista grossa. Mas nos temos também um território, assim como as gangues. – Como assim?Tá vendo aquele negociador na outra esquina? – Apontou para um sujeito suspeito contendo implantes, óculos e máscara.inserir –  Está vendendo porcaria.Só porque ele tem implantes cibernéticos não o torna suspeito, isso é preconceito… – Contra argumentou o detetive. – Tá duvidando? Vem comigo, vou te mostrar como as coisas funcionam aqui. – O detetive não disse nada. Ambos atravessaram a rua e foram de encontro ao jovem. O parceiro não calava a boca. – Ele tem programas ilícitos de computador pra vender para aquelas merdas de viciados com implantes cibernéticos nas fuças, e isso é fato. Se eu sei você acha que a policia não sabe? Sabe, mas o bostinha pagou a algum policial pra vender  drogas no espaço da policia. – Antes de se explicar o rapaz parado na rua se engasgou e ofegou hesitante quando percebeu os policiais se aproximando, o parceiro do detetive então disparou. – O que tem aí? Cocaína, craque, programas? Meu parceiro e eu queremos nossa parte. – De olhos arregalados ele tentava argumentar. – Mas… Mas… Eu já paguei o ponto para a policia…Foda-se! – Gritou o parceiro. – Não quero saber se já pagou ou não! Milzinho ou tiro sua mercadoria e ainda te enquadro! – Sem rebater o Negociador tirou um maço de dinheiro e entregou ao policial, que riu e se despediu. Recusando sua parte o detetive entrava no carro e o seu parceiro contente perguntava. – Aprendeu como as coisas funcionam aqui?Sim… Aprendi… E como aprendi…  – Respondia girando a chave e ligando o motor do carro.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s