Distopia – EP.#28 – Carnificina.

Conhecidos pela violência gratuita, o líder gritando arma o punho de baixo para cima, Melanie responde entrando em posição de luta também, mas nem combate ou agitação acontece, súbito, um caminhão, estaciona na estreita rua sem transito, ambos lados em pausa assistem sair do interior da caçamba do automóvel o dobro de motociclistas.picture25 Com armas brancas, pedaços de ferro e madeira com pregos, alguns com nunchakus, em comum vestiam-se como camponeses chineses, o que dirigia o caminhão desceu da boleia se posicionando a frente dos demais, alertando a gangue motorizadaPCgV9l; – Vocês não vão machucar ninguém. Se tocarem neles vão se ver conosco! – as correntes inquietas que os motociclistas possuíam emitiam um som agudo de desafiam ao estalarem umas das outras, não poderia ser pior, por serem japoneses tinham como rivalidade natural os chineses. Apesar da desvantagem, a gangue de motos não perdia a coragem. – Se é o que deseja… Ataquem! – Ergueram as correntes e tacos de hockey de gelo, gritando, os camponeses chineses também, depois dos gritos de guerra marcharam em formação apertada por causa do pequeno espaço do lugar, antes que se chocassem em combate feroz, Big-trouble-in-little-china-big-trouble-in-little-china-30907371-853-480Melanie puxou Duncan pelo colarinho e o arrastou ate um pequeno beco entrelaçado a rua estreita, ali, junto com o resto do seu grupo assistiram a carnificina. As gangues correram agredindo uns aos outros, os motociclistas estavam bem protegidos com jaquetas de couro e capacetes, eram melhores armados, mas os camponeses possuíam maior numero, além de um conhecimento em lutas, que apesar de básico faz diferença contra adversários totalmente despreparados. Duncan olhava espantado com a violência brutal dos motociclistas que caíram em cima de um camponês como uma alcateia de lobos. Um deles tomou a arma de sua mão, o outro esbofeteou na cara e ainda batia repetidamente na mesma, insanamente um terceiro espancou as costas da vitima com um taco de hockey até que os joelhos do pobre chines fraquejaram. Entretanto os camponeses não ficavam muito atrás, aquele na qual saiu da boleia do caminhão usava uma marreta para derrubar seus adversários, o peito era a região favorita a ser golpeada, sons de ossos se partindo ecoavam pela viela. Um outro mostrando deter mais conhecimento marcial rolava pelo chão quando correntes tentavam lhe acertar, e aproveitando o erro dos seus algozes golpeava com graça e agilidade, derrubando mais de um oponente,  não precisava de muito, um toque na região certa era o suficiente pra inutilizar um inimigo sem muito esforço. Neste momento os motociclistas mostraram por que são chamados de Samurais Urbanos, seis deles desembainharam suas katanas e avançaram, as laminas encontraram as mãos de um chinês e as deceparam, outra deslizou como um beijo mortal pelo pescoço do irmão do primeiro, explodindo a jugular em sangue, em perfeita sincronia a katana do líder dos Samurais Urbanos afundou por cima do ombro de um outro, afundando a lamina no seu corpo para rasgar de cima pra baixo o camponês. A sangue frio ao final ele extraia a espada com dificuldade, trazendo um pedaço de algum orgão na extremidade. Tentando salvar o companheiro, pelo calor da batalha sem deduzir que estaria morto, um camponês usou como catapulta um motoqueiro ferido de joelhos, depois de alojar os pés nas costas deste se impulsionou no ar erguendo acima da cabeça uma machadinha, golpeando diversas vezes a cabeça protegida de um dos membros da gangue que usava espada. Uma vez derrubado ainda restavam quatro oponentes armados de katana, a explosão voraz irradiou do camponês que não se intimidou e partiu em direção ao bando, mais uma vez ele acelerou os golpes, com mais avidez que o habitual acertando suas cabeças protegidas, derrubando todos, capacetes partidos espalhavam-se ao longo do seu caminho, vendo isto, o chinês sorria triunfante, mas olhou com espanto a cicatriz vermelha no rosto refletido por uma vidraça, até que seus joelhos dobraram e o esguicho de sangue borrifou de vermelho uma poça de água no asfalto. Em dado momento, não percebeu, mas uma das katanas havia lhe cortado a face tão profundamente que esta se partia em duas expondo seu crânio e o interior dele fatalmente. Ao lado dos motociclistas só ficava em pé quem portava espada, do lado dos camponeses quem possuía uma arma pesada, como marretas, ou machados. Machados que a aquela altura era a única arma eficaz a aquela distância que estavam, pois diante de longas katanas o mais sensato era se afastar. Dois machados foram lançados por alguém que calculou bem, e depois um ultimo, quando atingisse derrubaria os três japoneses distraídos que executavam pobres camponeses desarmados do outro lado da calçada, mas para a surpresa a arma arrancou enormes pedaços dos alvos. Aproveitando da boa ideia, todos que carregavam machados arremessaram as armas para frente com extrema fúria e força. Os que acertavam decepavam braços e pernas. O que parecia estar garantido como vitória mudou quando o motoqueiro sobrevivente se jogou ao chão para desviar de um machado, avistando um fio desencapado jogou para frente em direção aos camponeses, como chove muito alguns estavam sobre poças d’água. Foi o bastante, com um estrondo elétrico grande parte dos camponeses caíram, se salvou da armadilha apenas aqueles que estavam em partes secas do asfalto, num golpe de sorte os motociclista tinha igualado o número de inimigos, entretanto, estava longe da briga terminar.

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