Distopia – EP.#23 – Fora de controle.

screen-shot-2011-09-14-at-11-49-08-am1Como combinado na outra noite X-9 estava o esperando na mesma esquina do Bar Bambus, principal ponto de concentração jovem, desde punks a clubbers, por esse motivo ela passe despercebida com seu singelo corte moicano azul em meio a multidão. O homem chega no horário combinado. – Certo, gatinha, meu conhecido falou com ele, tô com o numero do sujeito. Mas antes, quero saber quanto vou levar nessa. – Já disse. – Ela responde – Vai depender de quanto esse cara vai cobrar. – Coçando o bigode, um notável tique do “negociador” ele dá um passo para trás abrindo os braços. – Opa. Temos um impasse aqui. Eu quero minha fatia do bolo, se vocês negociarem por fora eu danço, preciso garantir o leitinho das crianças! – Entretanto antes que X-9 pudesse argumentar, uma confusão se forma do outro lado da calçada, ela tenta ficar na ponta dos pés e observar, o “negociador” adverte. – Ih… O cara tá chapadão… Esse tipo de coisa é bem comum aqui, isso não vai acabar bem, viu. – Ela não diz mais nada e ambos 1388538467507continuam atentos ao que acontece. Os dois brigões entram em posição de combate, um saca uma faca e ataca, astuto o outro desvia do ataque jogando o corpo para a direita, irritado com o erro, o que porta a lamina tenta uma segunda investida, essa de baixo para cima contra o pescoço do oponente. Rapidamente a vitima apenas inclina o dorso para trás, o fio frio da faca corta o ar sem tocar seu rosto. Antes que houvesse uma terceira chance, o desarmado estica o braço que parece robótico e alcança a fronte do agressor, que sem tempo não reage.  O braço mecanizado arremessa sua face contra a parede de ferro e concreto, brutalmente seu crânio explode espalhando pedaços de miolos pela calçada. – AAAAAAAAAAAAAAHHH! EU DISSE QUE QUERO MAIS UMA DOSE! – Ele grita de forma animalesca e descontrolada depois de cometer um assassino a sangue frio na frente da multidão. X-9 sabe que uma pessoa comum não conseguiria fazer aquilo. Ela nunca mais vai esquecer, o timbre de voz parecia sair de um túmulo, mostrava o quão dependente aquele sujeito estava.

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