Distopia – EP.#15 – A Assassina Carmesim – Parte 2 – Irina.

model_last_949_RTV019O restaurante estava relativamente vazio quando vejo surgir uma figura de porte “nerd” e com aquele ar de “sou a melhor do ramo”. Bebo mais um gole do chá e mantenho-me com o olhar indiferente vendo aqueles modos de menina-punk. A garota com moicano colorido e um cigarro à boca senta de frente à mim e vai direto ao ponto. ──  Srta. Ferrari, ou deveria dizer… Assassina Carmesim? Vou direto ao assunto: Seu estúdio esta localizado bem no centro de uma disputa territorial de gangues…. Minha “sócia” é uma das interessadas. Faço um trato então, você nos cede a propriedade, a Assassina Carmesim continua no passado e de bônus concedemos segurança a senhorita. Creio ser um negócio lucrativo a ambas as partes, sem violência e sem escândalos, afinal não só sua reputação ficaria manchada mas do seu falecido marido também, imagine o que seria se fosse revelado que Capitão Ferrari foi casado com uma matadora? Mas não me interprete mal, me veja como uma intermediária. Então, diga, Irina, temos ou acordo?  ──   Eu devolvo: ── É mesmo? Você apenas está fazendo-me um favor então? ── Um vasto sorriso divertido esboçasse em minha face, a xícara de chá quente ainda em minhas mãos junto ao pires em meu colo. ── Simplesmente devo ceder meu estúdio para você e sua “sócia” para que a vida siga em paz e ainda, como bônus nesta negociação eu teria uma proteção de vocês aos negócios. É isso? Sério? ── Minha voz agora toma uma entonação gélida e sarcástica. ── Sabe porque meu nome no submundo era Assassina Carmesim? Melhor… Você fez realmente toda sua pesquisa direito, porque nem Yakuza nem Tríade vieram me perturbar, até mesmo a máfia italiana ousa se aproximar de mim e preste atenção “querida” porque não vou repetir… Mio amatto, Mon Captain, Tullio DeLucca Ferrari é um nome que esta sua latrina ao qual chama de boca jamais deve pronunciar. Nunca. E pode ousar contar, pode tentar fazer o que bem entender, mas não vou sair do meu estúdio, muito menos permitir que você manche a honra do meu marido por um ponto de hegemonia para toda essa palhaçada entre gangues. Então dou uma sugestão para você… Como bônus de negociação. Você levanta essa bunda magra da cadeira, diz para sua sócia que não rola e eu não caço vocês como ratos de esgoto que são e não esmago-os. ── Um doce sorriso se faz presente agora, a voz dócil. ── Você entendeu, cara mia? Espero que sim, bambina,

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