Distopia – EP.#05 – Susto.

PeeBoy precisou de auxilio para sair do prédio, a chuva insistia em cair piorando a situação, mas uma vez desativada toda a segurança da empresa desativa também as travas eletrônicas de seus bens,  X-9 e os outros tomam os automóveis do estacionamento do canal 23. – Eu vou morrer… Me deixe em qualquer esquina… – Lamentou PeeBoy  ao ser colocado no banco de trás do automóvel. – Tente não falar, poupe energia, conheço um médico que cobra pouco e não pergunta nada. – Respondeu ela entrando no carro também.  Duncan  no banco do passageiro não escondia a euforia. – É PeeBoy, logo  você estará pronto pra aprontar outra! Cara! Isso é melhor do que ácido! –  X-9 nada contente protestava. – Deixe de ser tão idiota, Duncan, ele está ferido e você excitado como um garotinho de treze anos! – Mas o jovem continuava. – Qualé, X-9! enfrentamos, adróides, roubamos um carro, e graças a nos o canal 23  vai precisar de uns trinta anos pra se restruturar, que demais! As custas do sofrimento dele! Se liga!! Então me faz um favor, cala essa boca! – Nervosa, alterava a voz com Duncan que se calou, a única coisa que quebrava o gelo eram os gemidos de dor de PeeBoy, por isso visando ser mais útil  sem falar Duncan passava para o banco de trás, a mão estava aberta, e os dedos médios e anulares estancavam o sangue pressionavam meticulosamente a ferimento da bala no abdômen, em transe agitado e indiferente a dor o ferido continuava a tremer e balbuciar palavas desconexas, nitidamente lutando para sobreviver. Sua mandibula travava e a temperatura continuava a cair, Duncan sabia que aquilo não era bom sinal. Receoso com X-9 ele disse a motorista com a voz cheia de preocupação – Não quero ser chato mas ele tá ficando cada vez mais frio…  Falta muito pra chegar? – Ela não  respondeu  e apesar da frieza  estava tão assustada e sem saber o que fazer quanto Duncan. e0cec5f5ea4c42e2c2399ab8193be3dcAcelerou o máximo que pode e era difícil ver por entre as janelas do carro, tudo era descrito como rastros de luzes de néon.  Frio… Duncan… Muito frio… – PeeBoy dizia baixo e Duncan segurava firme sua mão suja de sangue. – Já estamos chegando, cara! Guenta mais um pouco! Não posso… – Lhe respondeu. – Estou cansado… Com sono… Tenho que cochilar um pouco antes…  Não dorme, cara, acorda, fica comigo! – Gritou Duncan desesperado.  

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